domingo, novembro 30, 2014

Direito Penal do Amor

O fogo transcende-me as veias. Queima por dentro a alma inteira, que afogueada reconhece o erro cometido. Treme de medo, serpenteia e esconde o segredo.
Ah, que incomparável sentir, este que me acolhe agora, neste peito, nestas mãos. Um crime do qual jamais me livrarei. Homicídio negligente do amor já morto outrora, regressa de novo das cinzas negras, cravado na pele e no corpo. Culpada! Qual sentença ditada sem recurso, subjugada aos factos incontornáveis da paixão assolapada e que em tempos a tornara inocente, agora condenada.


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