O dia anterior é vulcão, efervescência divina, turbilhão de emoções que se arrastam, frenesim na pele e nos ossos, que se estende até culminar nesse êxtase que me escorre no corpo todo desse abraço. Sobra calor e alma, que toda ela se enriquece, e o tudo na minha vida. Acalma, engrandece, extingue a tortura da rotina e estremece o coração num peito enrijecido pelo tempo, tece, corrói a dúvida e dá alento ao sonho. É tanto! O dia seguinte é veludo, almofadado da lembrança, perseverança, temor de saudade e ambivalência que teima em voltar, rotina que regressa ao corpo que pede mais de ti, sem boca.
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