Deixa-me voar nessas mãos entrelaçadas, nessa pele que dura de macia ternura. Deixa-me senti-las nas minhas, ouvir o que os teus olhos me querem dizer.
Deixa-me esperar-te ao fim do dia, e de ansiedade querer-te mais e mais. Prender-te no nosso abraço de amor e deixar deambular em mim a Paz que me dás, ver-te mexer nesse teu sorriso que num sufoco me dá ar e me dá vida. Deixa-me ter-te só para mim nuns instantes que me permitas tocar esse sentir que faz vibrar o meu corpo todo. Deixa-me estar...assim, só ficar, ou apenas ver-te ser, apenas! Ver-te viver dá-me alento, borboletas na barriga, criança adormecida. Amo-te, então deixa-me tão embevecida de ti, não me deixes nem um minuto de ausência tua, leva-me, transporta-me a todo o teu ser. Eleva-me. Leva-me. Para ondes fores, eu vou. Deixa-me respirar o teu sabor, agradecer o teu sentido, a minha dádiva, qual tesouro da terra renascido. Deixa-me preservar-te no meu calor, neste peito que me sustenta a paixão que tenho de ti, de onde brotam flores e vento. Paraíso perfeito nesse teu momento. Minha ilusão vivida, renascida, apetecida. Prende-me com as amarras de cordel, com as cordas do teu mel, agarra este meu ser que te quer tanto e leva-me! Simplesmente!

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