sexta-feira, janeiro 17, 2014

Por vezes queremos ser maiores que nós mesmos, ou apenas parecermos...talvez seja a alma a pedir, a exigir-nos mais. E nós tentamos, e lutamos...desmesuradamente, rasgamo-nos de tudo, da nossa pele, dos olhos, braços, da essência do próprio espirito...até ao dia em que realmente o somos,aquele dia em que deixamos no íntimo o "Eu" para sermos o "Outro", visível, belo, fascinante. Mas eis que no mesmo instante em que me vêem em tais branduras, vacilo, talvez de temor, mas falho, falho-te, recuo ao frágil que pode o Ser Humano ser e sou-o sem escrúpulos e desço ao mais cruel que posso ter e, impune, magoo-te e perco-te ou perdes-me tu, ainda não sei.
"Eu" brinco numa ternura infantil, no "Outro" inexistente, este mais altivo, responsável, perfeito aos olhos dos outros. E aos teus?! Primeiramente perfeito, tardiamente atento, apaixonado. E então disseste-me não merecer a tua vida junto da minha por isso, sim, talvez te tenha perdido, deixado ir sem remorsos, inertemente alegre. Definitivamente o "Outro" "Eu" não te ganhou, Amor.
 

sexta-feira, janeiro 10, 2014


Leve!

Deixas-me leve...
Pensativa,
Ou será antes...livre?
Sim, deve ser isso;
livre é que é, solta!
Quase sempre rio
de me ver assim...
a pairar,
a querer,
a voar.
A ter-te aqui...
a pensar em mim...
Presa no meu pensamento.

segunda-feira, janeiro 06, 2014


 
Prende-me!

Deixa-me voar nessas mãos entrelaçadas, nessa pele que dura de macia ternura. Deixa-me senti-las nas minhas, ouvir o que os teus olhos me querem dizer.
Deixa-me esperar-te ao fim do dia, e de ansiedade querer-te mais e mais. Prender-te no nosso abraço de amor e deixar deambular em mim a Paz que me dás, ver-te mexer nesse teu sorriso que num sufoco me dá ar e me dá vida. Deixa-me ter-te só para mim nuns instantes que me permitas tocar esse sentir que faz vibrar o meu corpo todo. Deixa-me estar...assim, só ficar, ou apenas ver-te ser, apenas! Ver-te viver dá-me alento, borboletas na barriga, criança adormecida. Amo-te, então deixa-me tão embevecida de ti, não me deixes nem um minuto de ausência tua, leva-me, transporta-me a todo o teu ser. Eleva-me. Leva-me. Para ondes fores, eu vou. Deixa-me respirar o teu sabor, agradecer o teu sentido, a minha dádiva, qual tesouro da terra renascido. Deixa-me preservar-te no meu calor, neste peito que me sustenta a paixão que tenho de ti, de onde brotam flores e vento. Paraíso perfeito nesse teu momento. Minha ilusão vivida, renascida, apetecida. Prende-me com as amarras de cordel, com as cordas do teu mel, agarra este meu ser que te quer tanto e leva-me! Simplesmente!