sexta-feira, maio 23, 2014
As pessoas....as pessoas escolhem-se umas às outras....com luxúria...com orgulho...e repetem sorridentes que se escolhem. Os amigos foram todos escolhidos "a dedo", pela cor, pelo olhar, pela juventude ou falta dela, ou por este ser assim ou assado, como quem escolhe a fruta no mercado, ou a roupa na loja mais repleta de cabides. Sem haver critério racional que o permita, mas com (contra)regra minuciosa que lhes indica que aquele vale mais que o outro, e que é bom ter na sua colecção de amigos. Que poder é este que lhes é dado?! Que capacidade temos nós, enfim!? Para perdermos a oportunidade de amar quem nos ama, para deixarmos de gostar "de quem nos gosta"....e só porque sim..por capricho... e porque somos esquisitos ao ponto de querermos quem não nos escolheu e de não querermos quem tanto nos quer. Contradições da vida, ou incongruência da mente!? Não seria mais lógico e mais fácil sermos amigos de quem nosso amigo é? Gostarmos de quem gosta de nós? Amarmos quem nos ama?
A partir de hoje, não quero mais saber, não vou mais escolher amigos, ou então...vou deixar que me escolham.
quarta-feira, maio 21, 2014
Enroscada nas tuas pernas.... Foi assim que despertei, quando um raio de luz foi de encontro à parede branca do nosso quarto. E tu dormias, tranquilo...fiquei a ver-te...e nos sentidos do teu respirar, as minhas pulsações junto das tuas...permaneci...nesse calor, a admirar os teus olhos fechados, tentando adivinhar os teus sonhos...passarinhando a tua pele. E tu, despertavas agora...
quarta-feira, maio 14, 2014
domingo, maio 11, 2014
Os carros sobem as ruas, embriagados da pressa que faz tremer o
mundo. Vejo-os endomingados ao fundo.
O rio distante, parece alheio a tudo, numa calma que adormece.
Vivem juntos desde sempre e não parece.
A rua e o rio, num amor melhor, lascivo e tão precoce.
Amor veterano que os envaidece.
Sentada no cais das pedras, de esquecimento perdida.
E uma gaivota que passa levada pelo tiro do vento…
O meu barco que foge da estrada, se mete pelo mar adentro.
Maresia destas águas que escorrem numa paixão desmedida.
Somos os dois como eles, de amores de ternura sentida.
Na luz que aos meus olhos dava melhor sabor ao sentimento.
Foste luta, sem ser mágoa, foste o rio sem ter tormento.
Agora percebo essa alma: tolerante, serena, sossegada.
Sou eu a tua rua, que para ti (rio) corre apressada.
6º Campeonato Nacional de Poesia
Sinódico!
Tu que me não és nada
Que me enleias tão errante
De alma fértil e fechada
Lua Nova ou Minguante.
Guardaste em ti o segredo
Nesse teu ser tão sombrio
Fugiste cansado do medo
Falaste calado, sem brio.
Com que jogo a paixão tece
Tanto calor que entorpece?
Foste perfume, jardim,
Trazido de fora de mim.
Tornaste tudo cinzento
Nesse ápice que quiseste
Acabaste o nosso enredo
Neste desafio que perdeste.
Porque um dia foste tudo…Tu.
6º Campeonato Nacional de Poesia
6º Campeonato Nacional de Poesia
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