domingo, dezembro 22, 2013


Relógio de vidas!

O alarme tocara na tua mente cansada, de alma ténue, magoada,
Desprendida de tudo e de nada, calada, moribunda, espartilhada.
Qual vida fugida entre os dedos, de tamanha inexistente magia
Que a pele já nem sente e estremece largada de todos, de ti
e do medo, irremediável fantasia.
Maior é o peito de onde brota esse amor que ainda sentes,
breves recordações do teu corpo, nuns breves instantes que vi.
Pedaços de escolhas, de caminhos inconsequentes.

Tardia a tua altura de recolher
Tardio o teu sorriso de querer
D'uma vontade de partir e não voltar
D'uma sinergia que incomoda só de olhar.
Calçando a rua, vestindo o frio,
Abraçando a solidão e olhando o rio.

Palestras de ideias povoam a tua mente e o peito latejante,
Tabaco na boca num jazigo de um corpo manquejante.
Inércia repentina, lentidão de pensamentos, sofreguidão.
Qualquer que fosse a tua sina, traçada de régua e esquadro,
E compasso...parado, quente, cinzento de comprometida lassidão,
É tua a consciência de não ir ou de partir desse tão triste quadro.
 

Sem comentários: