Amor de Natal!
A mesa plena de fartura, num vermelho assaz brilhante
De ternura, latejava, progredia aventurada, noite fora luzidia.
Jamais pouparia os seus carinhos aos que nela se envolviam,
Segurando com alquimia as iguarias e um azevinho transbordante.
Quantos embrulhos do Menino Jesus a caminho e é nessa fantasia,
Que crianças em vozes alto, alegremente e ao longe... se ouviam.
quarta-feira, dezembro 25, 2013
domingo, dezembro 22, 2013
Relógio de vidas!
O alarme tocara na tua mente cansada, de alma ténue, magoada,
Desprendida de tudo e de nada, calada, moribunda, espartilhada.
Qual vida fugida entre os dedos, de tamanha inexistente magia
Que a pele já nem sente e estremece largada de todos, de ti
e do medo, irremediável fantasia.
Maior é o peito de onde brota esse amor que ainda sentes,
breves recordações do teu corpo, nuns breves instantes que vi.
Pedaços de escolhas, de caminhos inconsequentes.
Tardia a tua altura de recolher
Tardio o teu sorriso de querer
D'uma vontade de partir e não voltar
D'uma sinergia que incomoda só de olhar.
Calçando a rua, vestindo o frio,
Abraçando a solidão e olhando o rio.
Palestras de ideias povoam a tua mente e o peito latejante,
Tabaco na boca num jazigo de um corpo manquejante.
Inércia repentina, lentidão de pensamentos, sofreguidão.
Qualquer que fosse a tua sina, traçada de régua e esquadro,
E compasso...parado, quente, cinzento de comprometida lassidão,
É tua a consciência de não ir ou de partir desse tão triste quadro.
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