sábado, fevereiro 09, 2013



Navegante da alma plena,
Quadratura de enorme vagar.
Planeia surgir mais pequena,
Ou na maior forma de Amar.
Corrente de marés periclitante,
Em poiso incerto revestida,
Paisagem de amargor
De uma loucura.
Prazerosa manhã de amor amante,
Carregada assim nesta guarida,
Sentir tamanho de dor,
Desta alma pura.

Não quero saber-te tão assim
Fugido do torpor de sentimentos,
Corrido de medrosos pensamentos,
Sabedor de mil defeitos, só de mim,
Nessas águas que te escorrem, maldição,
Nesses sóis que te somem, aflição.
Solidão, sem o fulgor desta paixão,
Esvaziam-te o peito sem perdão.

E agora? Que jaz distâncias aflitivas,
Sem sorrisos mil,  doces abrigos,
Que teimas fugir assim...
Noite inquieta,
Sair daqui para parte incerta,
Nadar em mares de mim.
Inertes são esses males mendigos!
Honra e Glória te digo,
Somos bem mais do que amigos.



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