quarta-feira, junho 25, 2014





 
Vacilante, de olhar fugidio e breve, que inquieta. 
De indecisão consentida, numa corrente quase viva que segue e some.
Temo...quero e não sei nada. Não me provoco saber, apenas sentir.

domingo, junho 08, 2014



No dia que saíste do teu lugar (para me abraçar) foi assim...
Um azul ciano pintado no tecto dos meus olhos e nos pés uma nuvem doce de algodão cetim. Conquistada numa seda de braços que me envolviam a pele e o regaço...e estava agora embevecida...no paraíso mais encantador que pude imaginar ali com esse Amor.
E depois...era o calor, o que já sentia e o do teu corpo...e era o teu ombro e esse sorriso de calma e cheio de sabor... e era tudo o mais que me excitava e me levava para longe e ao
mesmo tempo para o lugar onde deveríamos sempre poder estar...o lugar mais bonito do mundo.




sexta-feira, maio 23, 2014




As pessoas....as pessoas escolhem-se umas às outras....com luxúria...com orgulho...e repetem sorridentes que se escolhem. Os amigos foram todos escolhidos "a dedo", pela cor, pelo olhar, pela juventude ou falta dela, ou por este ser assim ou assado, como quem escolhe a fruta no mercado, ou a roupa na loja mais repleta de cabides. Sem haver critério racional que o permita, mas com (contra)regra minuciosa que lhes indica que aquele vale mais que o outro, e que é bom ter na sua colecção de amigos. Que poder é este que lhes é dado?! Que capacidade temos nós, enfim!? Para perdermos a oportunidade de amar quem nos ama, para deixarmos de gostar "de quem nos gosta"....e só porque sim..por capricho... e porque somos esquisitos ao ponto de querermos quem não nos escolheu e de não querermos quem tanto nos quer. Contradições da vida, ou incongruência da mente!? Não seria mais lógico e mais fácil sermos amigos de quem nosso amigo é? Gostarmos de quem gosta de nós? Amarmos quem nos ama?
A partir de hoje, não quero mais saber, não vou mais escolher amigos, ou então...vou deixar que me escolham.






......mesmo depois de tanta rua, ampulheta quase nua, saber-me tão pouco tua........




Os minutos correm depressa demais...descompassados do tempo que vigora cá dentro. Não me perco...não te perco, mas sei que o relógio me esgota e será tarde.