quarta-feira, abril 12, 2006

Dás-me vida!

És a vida que não tenho.
O sorriso que tarda!
És o poema sentido, o porto do meu barco,
A concretização de um sonho.
És flor de água salgada,
Perfume na madrugada;
És o campo, és a erva-doce
Ao meu vento.
És a brisa que me aquece a pele,
O Amor que não tenho!
És o céu e a terra ao mesmo tempo,
O meu mar infinito que queria alcançar.
És tu assim que me animas,
És a esperança que fica,
O caminho que indica…o destino!
És a lonjura e pensamento, existência em mim.
És a Paz, a harmonia que sinto no peito.
És o vulcão em erupção, a minha dádiva!
És tanto e mais ainda, és pôr-do-sol.
És a praia de gente deserta de areia branca.
És o papel onde escrevo, a tinta que levo,
A caneta que pego. És!
O fado que cantam.
A margem inalcançável.
És a minha ponte
Para o lugar incerto.
És o beijo na boca,
A minha voz.
És o grito que tardo em dar,
O aperto que trago no peito.
És a sede no deserto,
A água que me salva.
És tu meu incentivo,
Quem me motiva, és tu.
És quem me guia nesta estrada,
Quem me dá e tira ao mesmo tempo.
És palavra, és paixão em corpo brando,
És tentação.
És o momento que inspira,
A sensação arrepiante.
És o ar que o meu corpo respira,
O sangue que me corre nas veias.
És somente tu.
És a força, és o perdão no arrependimento.
És tu a luz que me acende a noite,
A lua que brilha e aclara o meu chão.
És a tamanha doçura que a minha boca sabe de cor;
És a doce ternura e o diário deste amor.