Subia a calçada...seguro - ladeando as casas na rua, seguia devagar, - a pressa interior não passava aos passos que incutia,de mãos nos bolsos,olhar no chão. Pensava naquele dia, quando a deixara para trás-tão frágil,tão pequenina ainda. Como estaria ela agora? Reconhecê-lo-ia? Seria ele capaz de a fazer lembrar de quando a levava a ver o rio? E as gaivotas? Era agora,a hora.
sexta-feira, março 25, 2016
sexta-feira, dezembro 18, 2015
Amor, Amo-te! Com Amor de Amor,
Com letra grande, daquele de deixar ir
Ou de ficar, para sempre,
e partir e voltar, livre, atado a ti!
Amo-te Amor! Sem jeito,
Com talento de te cuidar,
Com saudade de te ter perto,
Com Amor inteiro e aberto!
Com vontade de te Amar!
Eu, que te quero assim,
Nesse perfil de descoberta, de prazer, refeito de afectos,
Enleado no teu olhar de brilho, de profundeza quase eleita
Qual Paraíso de paisagem perfeita, prolongada, irrequietos
Destas almas que se unem, nos corpos que se entregam,
Sedentos, de Amor, do nosso Amor,
Amo-te! Que hoje ainda não to disse!
segunda-feira, dezembro 22, 2014
Entre parêntesis:
Ele esperava-a, tateando as teclas do telemóvel, cabisbaixo, escrevia-lhe a mensagem (do encontro).
Ela aproximou-se com um sorriso e com um nome na ponta da língua (o dele).
Sabia-o, conhecia-o (como sempre se conhecem as almas gémeas).
E ele brilhava a partir dali, embevecido nela, deixando sair a palavra toda (inteira), contando-lhe o que tinha sido a sua vida, com pormenores que quase exagerava de sentir.
Ela ouvia-o atenta, mais calada e de luz na alma; bebia, esquecida do mundo lá fora, enquanto aquecia as mãos no chocolate quente e deixava os minutos correr, deixando-se ir, deixando-o ser.
Esquecia as horas, a tradição, queria apenas (agora) andar, querer, sentir, avançar.
E podia; devia, desta vez, devia.
domingo, novembro 30, 2014
Direito Penal do Amor
O fogo transcende-me as veias. Queima por dentro a alma inteira, que afogueada reconhece o erro cometido. Treme de medo, serpenteia e esconde o segredo.
Ah, que incomparável sentir, este que me acolhe agora, neste peito, nestas mãos. Um crime do qual jamais me livrarei. Homicídio negligente do amor já morto outrora, regressa de novo das cinzas negras, cravado na pele e no corpo. Culpada! Qual sentença ditada sem recurso, subjugada aos factos incontornáveis da paixão assolapada e que em tempos a tornara inocente, agora condenada.
Ah, que incomparável sentir, este que me acolhe agora, neste peito, nestas mãos. Um crime do qual jamais me livrarei. Homicídio negligente do amor já morto outrora, regressa de novo das cinzas negras, cravado na pele e no corpo. Culpada! Qual sentença ditada sem recurso, subjugada aos factos incontornáveis da paixão assolapada e que em tempos a tornara inocente, agora condenada.
terça-feira, novembro 25, 2014
Noite de Verão
Crepúsculo, a brisa na pele quente, de Verão estonteante. E nós os dois, sentados à janela da varanda, emaranhados de abraços e jardins. Fazemos parte da paisagem leve e seca. O perfume da noite leva-nos num ímpeto de fugaz razão. Somos a vida num pano de fundo de estrelas e de céu. Somos o beijo e o cheiro a mar. Somos o mundo e a vontade apaixonada no olhar.
E assim ficamos, a ver a vida a passar, sem tempo e sem jeito.
Lá em baixo, testemunha a cidade sob os nossos pés.
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