terça-feira, novembro 18, 2014

Eles Não Sabem

Mulher negada sem resposta, sente o mesmo que os familiares dos passageiros do avião desaparecido da Malaysia Airlines que ainda hoje acreditam que eles estão vivos e vão voltar, sendo incapazes de fazer o luto!?

quarta-feira, novembro 12, 2014

Percepções


Lembro-me de mim. Da multidão,
Daquela pressa e de mais uma manhã.
Do burburinho, dos semblantes...
E de ti.
Olhei-te e deixei a minha alma
A subjugar na tua, senti-me pairar no ar.
A mente acordada mas quase adormecida,
Paralisada em nós.
Lembro-me da tua neve pura de pele,
E do azul mar elevado de amar.
E dos pós segundos em que depois te perdi.
Sei agora que a todos os minutos te perdia,
Porque nunca antes tinhas olhado para mim!
Nesse dia, viste-me, percebeste-me,
E eu fui tua nos teus olhos.
E agora?
Agora…
Seremos sempre os dois todos os dias.

6º Campeonato Nacional Poesia

domingo, novembro 09, 2014

Quotidiano!


A manhã submergia de tempo,
Mas ele via-se num corre-corre de tormento,
Seguia com a alma vagarosa, ainda dormente.
Despercebido de tudo, de pensamento mudo.
Vestia-se de olhos fechados e veloz,
Tomava o pequeno-almoço tão voraz,
E seguia…
O trânsito, que lhe toldava o momento,
Que o deixava cego de lamento,
Queixoso…E o relógio devagar marcava o ponto.
Passava um dia igual ao outro e pronto.
Rotina da vida, pouco pensada, mecanizada,
De gestos e palavras descompassada,
No fundo perdida, no fundo cansada.
Via o vaivém de ideias fugirem de si,
Os sonhos caírem no abismo sempre ali,
Presente, constante, indiferente, quase amante.
Que o perseguia para onde fosse, displicente, errante.
Sacudia-o em ínfimos segundos quando dava um grito,
Mas ele seguia-o para sempre neste torpor infinito.


 
6º Campeonato Nacional de Poesia
 

sábado, novembro 08, 2014

Abismo Interior



O dia anterior é vulcão, efervescência divina, turbilhão de emoções que se arrastam, frenesim na pele e nos ossos, que se estende até culminar nesse êxtase que me escorre no corpo todo desse abraço. Sobra calor e alma, que toda ela se enriquece, e o tudo na minha vida. Acalma, engrandece, extingue a tortura da rotina e estremece o coração num peito enrijecido pelo tempo, tece, corrói a dúvida e dá alento ao sonho. É tanto!
O dia seguinte é veludo, almofadado da lembrança, perseverança, temor de saudade e ambivalência que teima em voltar, rotina que regressa ao corpo que pede mais de ti, sem boca.

segunda-feira, julho 21, 2014

 
São dos teus olhos que teimam...tempestade, coragem, com jura. Da pele que subjuga a tristeza, sobre tamanha aventura. Do mar onde sempre te vejo, com distância, com lonjura. Promete o quente braço de ternura, o turbilhão de afecto que me queres... envolve, cria, queima... segura. O sabor do Céu que sinto a cada beijo, sofreguidão tão grande de loucura.